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Biblioteca de Arqueologia Vítor Guerra na UE

A Universidade de Évora recebeu o acervo da Biblioteca de Arqueologia do Arqueólogo Vítor Guerra. Cerca de 500 obras “raras e primeiras edições”, dos finais do século XIX até à década de 60, estão agora disponíveis para consulta na Biblioteca Vítor Guerra, do Laboratório de Arqueologia Pinto Monteiro da Universidade de Évora, no Palácio do Vimioso.

A família do Arqueólogo Vítor Guerra cedeu ao Laboratório de Arqueologia Pinto Monteiro um conjunto de “livros fabulosos”, de acordo com o director do Laboratório e intermediário de todo o processo de cedência da biblioteca, o Prof. Jorge Oliveira.

“São separatas, revistas, documentos originais, manuscritos e correspondência pessoal que permitem fazer o estudo da vida do Arqueólogo Vítor Guerra e da sua relação com os arqueólogos de Évora e cuja baliza cronológica corresponde a uma falta de depósito legal em Évora” refere o professor que se mostra satisfeito com a possibilidade de alunos e investigadores não necessitarem mais de se deslocar, por exemplo a Lisboa, para consulta de algumas obras, uma vez que agora elas estão disponíveis na Universidade de Évora. As obras cedidas constituem-se como um importante acervo bibliográfico sobre Arqueologia, composto pelas mais importantes obras que à época se editaram e das quais se destacam a 1.ª série do “Arqueólogo Português”, “A Revista de Guimarães”, “As Religiões da Lusitânia”, “As Antiguidades Monumentais do Algarve” entre outras e vão constituir o fundo da Biblioteca Vítor Guerra do Laboratório de Arqueologia Pinto Monteiro da UE. 

O Arqueólogo António Vítor Guerra nasceu a 20 de Novembro de 1902, na Figueira da Foz e faleceu a 15 de Agosto de 1977.

Fez os seus estudos no Seminário de Coimbra, no Liceu de Leiria e nas Faculdades de Direito e Letras da Universidade de Coimbra. Fundou e dirigiu desde 1922 o Colégio Academia Figueirense. Foi Director do Museu Municipal Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz e igualmente Director da Biblioteca Pública Pedro Fernandes Tomás. Foi por sua iniciativa que a Fundação Gulbenkian apoiou a renovação do Museu de Arqueologia Dr. Santos Rocha. 

Enquanto Arqueólogo colaborou com os mais distintos investigadores do seu tempo dos quais se destaca Leite de Vasconcelos, Afonso do Paço e Veiga Ferreira. Com este estudou e publicou as “Antas da Figueira da Foz”, trabalho notável para o conhecimento do Megalitismo daquela região.

Sofia Ascenso | UELINE
Publicado em 16.03.2011