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Centro Interativo​ de Arqueologia inaugurado

O Centro Interativo​ de Arqueologia está aberto ao público, inaugurado com a Exposição de Fotografia: "Arqueologia com Gente Dentro" da autoria de André Carneiro, Leonor Rocha e Jorge de Oliveira, professores e investigadores da Universidade de Évora. André de Resende dá nome a este espaço dedicado à arqueologia, uma homenagem ao considerado “pai da arqueologia portuguesa”.

Nascido em Évora, o humanista encetou uma novíssima forma de fazer história logo nos inícios do séc. XVI, através da recolha e leitura das “pedras” e da investigação de campo. Segundo os investigadores, “não foram só as “Antiguidades” da Évora romana que Resende investigou, ele quis ir mais além alargando o seu estudo a toda a Lusitânia”.

“Procuramos mostrar a riqueza de Évora”, esclarece Leonor Rocha enquanto nos guia por este espaço, onde os materiais provenientes de escavações efetuadas na cidade de Évora e na Herdade da Mitra estão finalmente expostos ao público. “Os braçais de arqueiro e estas pontas em cobre não são fáceis de encontrar”, revela a investigadora, aludindo ao interesse do Centro, onde para além das peças expostas, ficamos com uma perspetiva das várias etapas de uma escavação arqueológica, ilustradas em gavetões temáticos.

A investigadora vai descortinando que podemos encontrar aqui artefactos compreendidos entre o neolítico médio/final, representados por diversos materiais provenientes de escavações conduzidas por Jorge Oliveira, na designada “Anta 2 da Mitra”, até ao período moderno, em escavações na cidade, aqui representadas entre outros, por um conjunto de alcatruzes da antiga nora do Palácio do Vimioso, peças de jogo, e um minúsculo dado, artefacto bastante curioso e merecedor de visita.

Ser arqueólogo é talvez a “última profissão romântica” a perdurar considerou Jorge Oliveira na inauguração da Exposição de Fotografia: "Arqueologia com Gente Dentro", referindo que os antigos e atuais alunos de História e Arqueologia, são o elemento central desta exposição patente ao público até 28 de abril de 2018, na sala 215 do Palácio do Vimioso da Universidade de Évora, paredes meias com a Catedral de Évora onde se guardam os restos mortais do arqueólogo que dá nome a este espaço de cultura, André de Resende.

Publicado em 19.04.2018