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Cátedra Marie Curie reúne-se com IPO

Uma série de encontros foi iniciada na semana passada entre a titular da Cátedra Marie Curie da UE, Birgit Arnholdt-Schmitt, e o Centro de Investigação Patologia Molecular do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO-CIPM), membro do Instituto Gulbenkian de Ciência, para discutir novos conhecimentos sobre as causas de cancro.

O IPO-CIPM convidou Birgit Arnholdt-Schmitt para apresentar as suas ideias sobre a variabilidade do DNA nos sistemas vegetais, à luz dos novos conhecimentos sobre os tecidos cancerosos. A variação quantitativa de sequências de DNA é hoje um ponto crucial na procura das causas de cancro. Os resultados dos projectos que estudam o genoma do cancro foram publicados em Fevereiro 2010 na revista "Nature" e mostram a importância da eliminação ou inserção de sequências repetitivas de DNA em linhas de células cancerosas de várias origens. Suspeita-se que as eliminações de DNA favoreçam o crescimento de células cultivadas in vitro. Falta ainda verificar essas observações em células retiradas directamente de doentes. A investigadora da UE observou, já nos anos noventa na Universidade Justus-Liebig de Giessen na Alemanha, uma variação quantitativa no DNA nos tecidos de raízes de cenoura quando o crescimento in vitro é induzido, o que a levou a sugerir que essa variação do DNA esteja ligada à fisiologia de crescimento normal das células somáticas e não à especificidade da variação para o crescimento das células cancerosas. O sistema biotecnológico que a equipa de investigadores está a usar para as análises já está bem estudado e mostra-se favorável para investigar a diferenciação e a reprogramação de células durante a fase inicial de crescimento. Recentemente a equipa da Cátedra verificou variações obviamente quantitativas e qualitativas também num gene da oxidase alternativa (AOX) da cenoura. AOX é explorada como sendo um promotor para a reprogramação de células sob stress ambiental. Ambas as equipas de Évora e de Lisboa sob a liderança da Prof. Birgit Arnholdt-Schmitt e da Dr.ª Cristina João, respectivamente, estão na fase de complementar os seus conhecimentos e sistemas a favor dos avanços da investigação global.
Publicado em 28.05.2012