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Docente da UE integra missão à Antárctida
António Correia, docente do Departamento de Física e investigador do Centro de Geofísica de Évora, vai integrar a maior expedição de investigadores portugueses à Antárctida Marítima para tentar compreender como é que esta região está a reagir às alterações climáticas do globo.

A participação do Prof. António Correia nesta campanha, que decorre de 27 de Dezembro a 1 de Fevereiro de 2012, prevê a realização de uma campanha de prospecção geofísica para o estudo da variação espacial e temporal do permafrost, o estudo das propriedades físicas de rochas e, em particular, de testemunhos obtidos em furos realizados em diferentes ilhas da Antárctida Marítima e o estudo de registos de temperatura em furos realizados em algumas ilhas da Antárctida Marítima para tentar estudar a variação climática na região para épocas anteriores ao início dos registos de temperatura da atmosfera e estimativa da densidade de fluxo de calor regional.

Estas actividades têm por objectivo tentar compreender como as regiões polares e, em particular, a região da Antárctida Marítima estão a reagir às possíveis alterações climáticas que se verificam ao nível de todo o globo terrestre. É nessas regiões onde os efeitos das alterações climáticas se podem verificar com maior acuidade. 

Para a campanha de prospecção geofísica, o estudante de doutoramento na Universidade de Évora João Rocha acompanha o professor nesta missão.

Cerca de 20 investigadores portugueses, na sua maioria integrados ou associados em equipas de outros países, vão realizar o seu trabalho no âmbito de projectos de investigação variados, entre o estudo dos pinguins, a poluição na região, a evolução do permafrost, campanhas de prospecção geofísica, recolha de informação para estudar alterações climáticas, entre outros.
 
A entidade que está a coordenar todo este esforço de investigação na Antárctida Marítima (a região da Antárctida que compreende a Península Antárctica e as ilhas adjacentes) é o Propolar (Programa Polar Português) cujo financiamento principal vem da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Sofia Ascenso | UELINE

Publicado em 28.11.2011