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foto: João Barnabé
Movimentos de transição e academias de futuro em debate na Universidade de Évora

Gil Lopes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e  Paula Soares, docente do departamento de Artes Visuais e Design da Universidade de Évora (UE), falaram sobre movimentos de transição e academias de futuro, numa sessão que decorreu a 16 de janeiro, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora. Segundo a docente da UE “estas são duas temáticas cada vez mais convergentes.” 

O investigador da FCUL explicou que “neste cenário atual, onde as pessoas são mais egoístas, imaturas e isoladas, os processos de transição são fundamentais para definir uma visão de futuro para as comunidades, através de projetos sustentáveis, partilhados e em rede, de maneira a que os indivíduos possam cooperar, promovendo-se sinergias que possibilitem a construção de caminhos harmoniosos para atingir o sucesso e a felicidade.”

Gil Lopes contou ainda que esta metodologia foi empregue na FCUL com o aumento da consciência coletiva através da realização de projetos práticos que gerem uma maior interdependência multidisciplinar entre departamentos ou grupos de investigação, assim integrando também todos as estruturas da faculdade, incluindo alunos, antigosalunos, auxiliares, professores, investigadores, para além da sociedade civil.

O conceito de transição foi mediatizado em 2005 pelo ambientalista Rob Hopkins, que o disseminou em Totnes (nglaterra). O objetivo deste movimento é transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes dos combustíveis fósseis e mais resilientes a crises externas, tanto económicas como ecológicas. Neste momento, este movimento está espalhado por todo o mundo.

Paula Soares falou do que devem ser as academias do futuro, defendendo que “ a cooperação interuniversitária, ao nível da investigação, do ensino e da transferência de conhecimentos, entre países industrializados e em desenvolvimento,é um fator primordial para a construção de uma sociedade solidária e que se respeita mutuamente.” A docente da UE afirmouque “a educação é a condição chave para o desenvolvimento das nações, por isso, a cooperação entre universidades de todo o mundo é um fator essencial para a construção de uma sociedade do conhecimento global.”

A conferencista referiu-se à Global University Networking (Guni),  uma rede internacional, criada pela UNESCO em 1999 paraestimular a troca de conhecimento no Ensino Superior em todo o mundo.

A conferência “Transição Universitária e Academias do Futuro” realizou-se no âmbito do “Ciclo de Conferências Consciências do Século 21 na Academia.”

Publicado em 21.01.2013