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foto: João Barnabé
Gonçalves Correia a utopia do cidadão

“Gonçalves Correia a utopia do cidadão” é uma exposição, patente no corredor da Biblioteca geral da Universidade de Évora, que pretende homenagear a vida, o pensamento e as ideias deste anarquista alentejano, que viveu entre 1886 e 1967. Integrado na exposição, realizou-se uma mesa redonda que teve como objetivo compreender a figura e o pensamento que defendeu.

A mesa redonda contou com o Prof. António Franco, do departamento de Linguística e Literatura, o Prof. Paulo Guimarães, do departamento de História, Paula Santos, diretora da Biblioteca Municipal de Beja, Francisca Bicho, responsável pela exposição, e com a diretora da Biblioteca Geral da Universidade de Évora, Prof.ª Sara Marques Pereira.

Referida como uma figura “fascinante” e “muito importante para pensar a encruzilhada do presente”, Gonçalves Correia nasceu em São Marcos da Ataboeira, Castro Verde.

Dos 18 aos 25 anos foi republicano e defendeu, a partir dos 25 anos, os ideais anarquistas, dececionado com a República. Colaborou com diversos jornais e fundou "A Questão Social" em Cuba, onde foi diretor e redator. Criou a Comuna da Luz no Vale de Santiago, em Odemira, exemplo do comunismo prático que vinha enunciando no jornal "A Questão Social".

Pai de 10 filhos, a família de Gonçalves Correia teve um papel ativo na montagem da exposição, contribuiu com fotografias e textos escritos, bem como participaram na escolha do nome.

A exposição “Gonçalves Correia a utopia do cidadão” foi planeada para a Biblioteca Municipal de Beja, onde esteve patente de 21 de maio a 16 de junho. Na Universidade de Évora está patente até 30 de novembro.

Sofia Ascenso | UELINE

Publicado em 21.11.2012