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Tabernas do Alentejo - arte e ciência, apoiado pelo OPP

A proposta de Carlos Cupeto, professor do Departamento de Geociências da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, «Tabernas do Alentejo – arte e ciência», que tem por lema “O vinho é a única obra de arte que se pode beber”, foi uma das vencedoras do Orçamento Participativo Portugal (OPP).

Na apresentação da sua candidatura o autor justifica a ideia, alegando que, “no Alentejo há muito para fazer, o produto tem que se estruturar como região vínica, muitos dos que estão fora têm que estar dentro (a oferta tem que ser conhecida e acessível), têm que se formar pessoas que saibam transmitir toda a história e conhecimento à volta do vinho (não basta dizer umas generalidades, os turistas são cada vez mais exigentes e querem experienciar e saber tudo o que for possível, já que mais não seja para contar nos jantares com os amigos), toda a região tem que dizer alguma coisa, os media locais/regionais têm um papel muito importante na criação de cultura e na divulgação e o setor deve considera-los. O Alentejo, enquanto território vinícola, distingue-se positivamente das restantes regiões, em quantidade, qualidade e tradição. O “sabor deste lugar” onde vivemos está no vinho como em nenhum outro alimento”.

Com um orçamento aprovado de 72.200€ e uma duração prevista de 12 meses, este projeto, propõe-se a “contribuir para a conscientização cidadã da importância cultural do vinho, designadamente através da disseminação de saberes úteis e boas práticas; trazer o vinho, a sua cultura/tradição e ciência à conversa; realização de um pequeno filme em cada sessão, com o objetivo de otimizar a disseminação e perpetuar o evento; edição de uma publicação bilingue, documentada com imagens, que sintetize as sessões realizadas; elaboração de uma plataforma colaborativa on-line aberta a todos os atores e cidadãos que constitua um verdadeiro repositório de informação útil”.

Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, assumiu, na sessão de Apresentação dos Projetos Vencedores do OPP - Ciência 2017, que teve lugar no Centro Ciência Viva de Estremoz, no dia 18 de maio, “que as Tabernas do Alentejo ilustram a forma como as pessoas vão adquirindo consciência da importância do conhecimento e de como a ciência será útil para valorizar territórios e os seus recursos endógenos”, satisfeita que “neste Orçamento Participativo o Alentejo surge a inovar, utilizando aquilo que são os seus recursos e que não se esgotam nesta região”, acrescentando que “a grande aposta e a revolução que aconteceu nos vinhos no nosso país, nos últimos anos, deveu-se, em parte, ao resultado da contribuição da ciência e das universidades através dos enólogos”.

O OPP é um processo democrático deliberativo, direto e universal, através do qual as pessoas apresentam propostas de investimento e que escolhem, através do voto, quais os projetos que devem ser implementados em diferentes áreas de governação. Através do OPP as pessoas podem decidir como investir 5 milhões de euros.

Publicado em 25.05.2018