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Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus celebra 63 anos

A Escola Superior de Enfermagem São João de Deus da Universidade de Évora (ESESJD-UÉ) comemorou no passado dia 8 de março o seu sexagésimo terceiro aniversário. A formar enfermeiros, que no território nacional e no estrangeiro, são mensageiros de um ensino com rigor, com exigência e qualidade, docentes e não docentes, atuais e antigos alunos reuniram-se para refletir sobre o passado, o presente e o futuro desta Escola Superior de Enfermagem.

Miguel Vilas-Boas, um dos muitos alunos presentes na sessão de comemoração que decorreu no Auditório do Colégio do Espírito Santo, recorda a sua vinda de Barcelos para Évora, onde o finalista em Enfermagem, confessa que desconhecia por completo a “realidade do Alentejo, da Universidade, e da Escola” (ESESJD), admitindo porém, ter ficado de imediato “surpreendido pela positiva”. Na sua opinião a “ESESJD-UÉ têm muita qualidade”, visível desde logo “pelo trabalho que desenvolve em prol dos alunos”, deixando os parabéns “a todo o corpo docente e não docente”, e o desejo de continuação de “excelente trabalho”.

A mesma ideia foi partilhada por Fátima Lopes, a almadense, igualmente finalista em Enfermagem, desde cedo percebeu que esta Escola constitui um “marco na cidade”, e os alunos o seu “colorido”, razão pela qual “estamos todos de parabéns” realça. Fátima é perentória em afirmar que “os alunos são parte fundamental da Universidade”, e que o tempo aqui passado “marca a vida de qualquer estudante”, encontrando na cumplicidade que se estabelece entre colegas, mas também entre docentes e não docentes o segredo para o sucesso. “É uma relação de reciprocidade”, sublinha, porque, “nós apostámos nesta Escola, e esta devolve-nos com um voto de confiança para conseguirmos ser bons naquilo que somos e fazemos”. Chegada ao final desta etapa reconhece ter adquirido “bons conhecimentos” e não tem dúvidas em afirmar que a ESESJS-UÉ “formou, forma e continuará a formar os melhores profissionais na área da saúde” em Portugal. Aliás, visivelmente satisfeita e com sorriso sincero movida pelo ambiente de celebração, afirma mesmo que, “somos os melhores enfermeiros do país”, sem esquecer o longo percurso para aqui chegar, “são muitas horas de estudo e de trabalho, mas com gosto e empenho somos capazes”.

Carolina Sim Sim e Rita Figueira não tiveram de sair de Évora para realizar um dos seus sonhos - estudar enfermagem-, e abraçar uma profissão “com uma beleza muito própria”, como destaca Rita Figueira. Ambas notam que passaram a ter uma “visão diferente” da cidade enquanto estudantes, numa Escola “que tem o cuidado de oferecer o melhor aos seus alunos, o que se manifesta no nosso sucesso”, e deixa um exemplo: “quando vamos para estágio somos efetivamente reconhecidos como os alunos de Évora”, dada a “nossa competência e excelente preparação” nomeadamente em práticas clinicas.

Na cerimónia de abertura, coube a Rosalina Pisco, Vice-Reitora da UÉ dar as boas vindas aos participantes, considerando ser este um momento de “afirmação simbólica”, onde mostramos “o que somos e o que queremos fazer no futuro”, numa Escola de “referência, com rosto, e com compromisso”, que deverá ser capaz de “adaptar-se e antecipar os novos desafios”. Por seu lado, Sara Fernandes, vereadora da Câmara Municipal de Évora (CME), enalteceu “a excelência da formação, com uma forte ligação à cidade e à sua população na promoção de uma vida saudável”, deixando ainda a certeza que a CME empenhar-se-á na construção do novo Hospital Central de Évora, com quem a Escola de Enfermagem “deverá continuar a estabelecer uma forte e profícua ligação”.

As dificuldades burocráticas que decorreram ao longo do ano na gestão da ESESJD-UÉ, quer ao nível interno, quer ao nível externo impostas ao curso de enfermagem foram alvo reflexão por parte da sua diretora. Felismina Mendes recordou por exemplo a subvalorização dada ao curso de enfermagem quando comparado com outras áreas, a necessidade de um maior sentido crítico, ou ainda a urgência de uma reflexão sobre o próprio Serviço Nacional de Saúde, mas também deixou ideias e projetos para o futuro, seja ao nível do ensino, seja a nível da investigação, destacando aqui o recentemente aprovado consórcio Alentejo Living Lab, encarado como um “ecossistema que irá operar numa base regional, alavancada pela investigação científica”.

A propósito do Dia da Escola de Enfermagem S. João de Deus da Universidade de Évora, conheça o exemplo de Mariana Marques Silva. Esta aluna, natural da Lourinhã, distrito de Lisboa, encontra-se a frequentar o 3.º ano da licenciatura em Enfermagem, rumou até à cidade espanhola de Mérida para que, no âmbito do Programa de Dupla Titulação entre a Universidade de Évora e a Universidade de Extremadura, aprofundar os seus conhecimentos, aqui

Publicado em 12.03.2018