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Gonçalo M. Tavares recebe Prémio Vergílio Ferreira

O escritor galardoado pela UÉ devido à "originalidade da sua obra ficcional e ensaística" recebeu no passado dia 01 de março, na Sala de Atos do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora, o prémio literário Vergílio Ferreira.

Gonçalo M. Tavares considerou ser um “orgulho” e um “prazer” juntar-se ao conjunto de escritores distinguidos com o prémio promovido pela UÉ, que homenageia um dos vultos da literatura portuguesa, e recorda que, no início do seu percurso, o autor de “Aparição”, influenciou-o através de “um romance que incita a pensar e é reflexivo”. Aliás, o acto de pensar foi sublinhado e enaltecido por Gonçalo M. Tavares, uma vez que, segundo o escritor, parece “existir uma certa perseguição ao pensamento”, evidenciando que “a grande qualidade de uma universidade é não ter vergonha de ser um espaço para pensar – estamos aqui para pensar – e assumir isso hoje, no tempo da produção, da eficiência, do rápido rendimento, é um ato absolutamente revolucionário”, enfatizou.

A “capacidade de síntese e a ambiguidade” do escritor foram aspetos realçados por António Saéz Delgado, onde o presidente do júri relembrou estarmos perante “um dos projetos literários mais pessoais e ambiciosos da literatura atual”, sublinhando o facto de ser a primeira vez que este prémio é atribuído a um “autor da geração dos anos 70, do século XX”. Para o professor do Departamento de Linguística e Literaturas da Universidade de Évora, “Tavares é dono de uma prosa afiada como um aforismo e certeira como um verso”.

Para Ana Costa Freitas, Reitora da UÉ, o crescente número de candidaturas propostas, “atesta a importância e vitalidade do Prémio e que confirma um trajecto sólido, pouco permeável a modas ou tendências momentâneas”, considerando ainda que “o ato de distinguir alguém diz tanto sobre quem recebe como sobre quem atribui”, recordando a “indiscutível importância” dos autores premiados por este prémio literário “no panorama cultural português”. Sobre o premiado, Ana Costa Freitas, considera Gonçalo M. Tavares “um dos escritores portugueses mais prolíficos dos últimos anos e com um percurso assinalável, editado em mais de 50 países, e cuja obra conta com mais de 400 traduções pelo mundo fora, sendo o mais internacional dos actuais escritores portugueses”.

Publicado em 05.03.2018