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História Bibliográfica e Intelectual da Ciência, Tecnologia e Inovação em discussão na UÉ

A História Bibliográfica e Intelectual da Ciência, Tecnologia e Inovação; perspetivas filosóficas e visões de política foi o mote para reunir nos dias 23 e 24 de novembro na Universidade de Évora, alunos de doutoramento, investigadores, e diversas personalidades da ciência, entre elas, o diretor do Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, João Caraça.

Questionado sobre o sistema científico e tecnológico português, o doutorado em Física Nuclear e autor de várias obras na área da política científica, considerou que, do ponto de vista académico, o “sistema está desenvolvido”, consegue estabelecer “contatos com todo o mundo”, em “redes estabilizadas e continuadas”. Já do ponto de vista da ligação entre universidades e empresas, João Caraça reconheceu que Portugal têm várias “start ups e empresas muito tecnológicas”, mas alertou para o fato de que “a sua ligação e quantidade de atividade desenvolvidas com base na ciência que se faz em Portugal é extremamente diminuta, havendo ainda um longo caminho a percorrer". 

Juntar estudantes de doutoramento, investigadores pós-doc e investigadores séniores de diversas Unidades de Investigação foi o objetivo deste encontro, como afirmou Fátima Nunes, coordenadora do IHC_CEHFCi da Universidade de Évora, que pretendeu “perceber o que é hoje uma biografia e como a comunidade científica está a fazer as biografias dos cientistas”, incluindo uma componente que, na sua opinião ficou esquecida na história da ciência – o papel das mulheres cientistas – “não como heroínas”, sublinhou, “mas como mulheres cientistas que contribuíram de forma decisiva para o alargamento do trabalho científico”.

Fátima Nunes considerou que as “biografias coletivas e as biografias que extravasam a história da ciência e tecnologia vão começar a tocar as biografias científicas”, cruzando “biografias artísticas, biografias de cinema, com criatividades tecnológicas”, uma vez que, na opinião desta professora do Departamento de História da UÉ e organizadora desta conferência  internacional, “o mundo implica que a forma de conhecer e construir conhecimento é cada vez mais interdisciplinar, sem nunca perder a entidade científica de cada um dos campos”.

Publicado em 27.11.2017